Laboratório Citocenter

Exames

BACILOSCOPIA DE HANSEN (LINFA)

SINÔNIMO:
BACILO DE HANSEN, MYCOBACTERIUM LEPRAE, PESQUISA DE LEPRA, PESQUISA DE HANSEN,,
 
ATENDIMENTO:
Este exame destina-se exclusivamente aos casos em que há a pesquisa de BAAR referente à Hanseníase.
Quando não vinher especificado o local de coleta cadastrar: orelhas direita e esqueda, cotovelo direito e esquerdo..
As demais pesquisas de BAAR devem ser realizadas no BAARR pesquisa.
É obrigatória a apresentação do pedido médico, da carteira de identidade oficial do (a) cliente e a apresentação de eventuais outros documentos exigidos pelo convênio.
 

TIPOS DE AMOSTRA:
LINFA
 
TUBO(S) DE COLETA
Lâmina sem coloração
 
POSSIBILIDADE DE URGÊNCIA: NÃO
 

REALIZAÇÃO:
Diariamente – Segunda a Sábado
 
VOLUME MÍNIMO:
1 Lâmina para cada local
 
MÉTODO:
COLORAÇÃO DE ZIEHL – GABBET
 
INSTRUÇÕES DE PREPARO:
Medicação: De acordo com orientação médica.
Dados: Obrigatório a identificação das regiões de coleta
Outros: Material recebido unicamente na forma de lâmina.
 
INSTRUÇÕES DE COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS PARA ANÁLISE
Coletar amostras em laboratório em sala com boa iluminação e ventilação.
Utilizar lâminas de vidro limpas, desengorduradas e com borda fosca.
Manusear as lâminas pelas bordas, evitando tocar na área de deposição do material.
 
Identificação das Lâminas
Utilizar as seguintes identificações: LD (lóbulo direito), LE (lóbulo esquerdo), CD (cotovelo direito), CE (cotovelo esquerdo) e L (lesão).
Identificar a lâmina com lápis dermográfico no lado oposto ao esfregaço. Não utilizar lápis dermográfico na cor vermelha.
Colocar as iniciais do paciente na parte fosca da lâmina com o lápis dermográfico.
 
Coleta de Amostras
Limpar o local de coleta com álcool a 70%.
Com o auxílio da pinça Kelly, fazer uma prega no sítio de coleta, pressionando a pele o suficiente para obter a isquemia.
Manter a pressão até o final da coleta tomando o cuidado de não travar a pinça.
Realizar uma microincisão superficial de 5 mm de extensão e 3 mm de profundidade com um bisturi.
Raspar a área da incisão com o lado não cortante do bisturi.
Após a coleta realizar um esfregaço através de movimentos circulares, usando o próprio bisturi utilizado na coleta.
Fazer movimentos circulares na lâmina numa área de aproximadamente 5 ? 7 mm de diâmetro de forma uniforme.
Coletar até 5 regiões, preferencialmente em uma única lâmina do lado fosco.
 
Considerações Especiais
Caso haja lesão ativa, colher um raspado local.
Se o paciente possuir alguma mancha, uma das coletas deverá ser substituída por ela.
A seleção da mancha deve ser feita de acordo com o tipo de lesão.
 
Transporte e Armazenamento
Transportar a lâmina em um recipiente de plástico rígido, próprio para transporte de lâminas.
Deixar as lâminas em temperatura ambiente até estarem completamente secas.
 
Observações
Sangue misturado ao material interfere no resultado dificultando a visualização da bactéria.
A mucosa nasal não é o local mais sensível e específico para coleta de amostras.
 
TRANSPORTE:
Transportar em temperatura ambiente.
 
ESTABILIDADE:
A amostra é estável por até 48 horas em temperatura ambiente
INSTRUÇÕES DE REJEIÇÃO:
 

Amostras recebidas em frascos, swabs ou qualquer outro meio diferente de lâmina.
Porta lâminas sem identificação do paciente.
Lâmina sem a identificação das regiões de coleta (sítio anatômico)
Lâmina fora dos limites de temperatura.
Frascos danificados e⁄ou lâminas quebradas.
Amostras com problemas de identificação.
Lâminas com sangue.
Amostras duplicadas sem solicitação de novo pedido.
Lâminas com ausência de demarcação das regiões coletadas.
Lâminas contendo mais de 5 regiões de coleta em um único pedido.
Lâminas encaminhas coradas.
 
INTERPRETAÇÃO
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica, granulomatosa e de evolução lenta, causada pelo Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen). Este bacilo é capaz de infectar um grande número de pessoas (alta infectividade), mas poucos adoecem (baixa patogenicidade). As manifestações clínicas da hanseníase são bastante variáveis e estão relacionadas com a imunogenicidade do bacilo e com o sistema imunológico do hospedeiro. A associação desses fatores é o responsável pelo alto potencial incapacitante da doença e esta é uma das principais razões para que ela seja de notificação compulsória e investigação obrigatória.
Por nem sempre evidenciar o Mycobacterium leprae nas lesões hansênicas ou em outros locais de coleta, a baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico da hanseníase.
Mesmo sendo a baciloscopia um dos parâmetros integrantes da definição de caso, ratifica-se que o diagnóstico da hanseníase é clínico. Quando a baciloscopia estiver disponível e for realizada, não se deve esperar o resultado para iniciar o tratamento do paciente
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Sinonímia

BACHANSE ; BACILO DE HANSEN ; BACILOSCOPIA DE HANSEN ; BACILOSCOPIA DE HANSEN (LINFA) ; BHANS ; MYCOBACTERIUM LEPRAE ; PESQUISA DE HANSEN ; PESQUISA DE LEPRA

Informações Adicionais

Prazo de Entrega

3 Dias

Material

Diversos