SINÔNIMO:
P155 (TIF1-GAMA) ANTICORPOS
ANTI-FATOR INTERMEDIÁRIO DA TRANSCRIÇÃO 1, ANTI-TIF1-GAMA
ATENDIMENTO:
É obrigatória a apresentação do pedido médico, da carteira de identidade oficial do (a) cliente e a apresentação de eventuais outros documentos exigidos pelo convênio.
TIPOS DE AMOSTRA:
Soro
TUBO(S) DE COLETA:
Tubo com gel separador
POSSIBILIDADE DE URGÊNCIA: NÃO
REALIZAÇÃO:
Diariamente – Segunda a Sábado
VOLUME MÍNIMO:
2,0 mL.
MÉTODO:
ENZIMAIMUNOENSAIO
INSTRUÇÕES DE PREPARO
Não é necessário jejum ou cuidados especiais.
INSTRUÇÕES DE COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS PARA ANÁLISE
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.
TRANSPORTE:
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
ESTABILIDADE:
A amostra é estável por 24 horas em temperatura ambiente, 3 dias refrigerada de 2°C a 8°C ou por até 30 dias congelada.
INSTRUÇÕES DE REJEIÇÃO:
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.
INTERPRETAÇÃO:
Os autoanticorpos anti-fator intermediário da transcrição 1 (anti-TIF1-gama) estão envolvidos na regeneração celular, apoptose e imunidade inata. Altos níveis de TIF1-gama são encontrados nos núcleos das miofibras em regeneração e estão associados à dermatomiosite (DM). Em pacientes com mais de 40 anos de idade, esta elevação está fortemente associada ao câncer.
Portanto, é útil tanto para o diagnóstico quanto para a estratificação do risco de câncer.
A função do autoantígeno, TIF1-gama pode fornecer informações sobre o mecanismo por trás dessa associação. TIF1-gama é uma proteína ubiquamente presente envolvida em várias vias biológicas, incluindo a sinalização de TGF-beta (fator de transformação do crescimento beta). No câncer, pode atuar como supressor ou promotor de tumor, dependendo do contexto celular e do estágio do câncer.
Desta forma, fornece informações fisiopatológicas, ligando os autoanticorpos anti-TIF1-gama à resposta antitumoral e aos danos musculares e cutâneos. A expressão de TIF1-gama está aumentada no tecido muscular e cutâneo de pacientes com DM. Mutações ou perda de heterozigosidade em alelos TIF1-gama em tecido maligno podem resultar na expressão de neoantígenos específicos do tumor, estimulando a produção de autoanticorpos. Os autoanticorpos recém-formados têm a hipótese de apresentar reação cruzada com antígenos no músculo e na pele, levando ao desenvolvimento do DM.
Os autoanticorpos anti-TIF1-gama devem servir de alerta para um potencial autoantígeno tumoral e para a possibilidade de um câncer subjacente, associando autoanticorpos anti-TIF1-gama à resposta antitumoral e aos danos musculares e cutâneos.