SINÔNIMO:
PROTEÍNA BENCE JONES – URINA 24 HORAS
ATENDIMENTO:
É obrigatória a apresentação do pedido médico, da carteira de identidade oficial do (a) cliente e a apresentação de eventuais outros documentos exigidos pelo convênio.
TIPOS DE AMOSTRA:
URINA 24 HORAS
TUBO(S) DE COLETA:
Frasco sem conservante fornecido pelo laboratório para coleta de urina 24h.
POSSIBILIDADE DE URGÊNCIA:Não
REALIZAÇÃO:
Diariamente – Segunda a Sábado
VOLUME MÍNIMO:
6 mL
MÉTODO:
PRECIPITAÇÃO E TURVAÇÃO
INSTRUÇÕES DE PREPARO:
Evitar o uso de medicamentos e de contraste oral (utilizado em exames radiológicos) ou conforme orientação médica.
INSTRUÇÕES DE COLETA:
Desprezar a primeira micção da manhã, anotar o horário de início, a partir da próxima micção, armazenar em frasco apropriado toda a urina até o mesmo horário em que foi deprezada a primeira urina, no dia seguinte, este será o horário do término da coleta. A amostra deverá ser armazenada tampada e refrigerada durante todo o intervalo da coleta. Enviar uma alíquota conforme condições solicitados e volume solicitados no exame e informar o volume da diurese no campo de cadastro, sempre que solicitado.
TRANSPORTE:
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
TRIAGEM:
Transportar congelado.
ESTABILIDADE:
A amostra é estável por até 7 dias congelada.
INSTRUÇÕES DE REJEIÇÃO:
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.
INTERPRETAÇÃO:
A proteína de Bence Jones é uma imunoglobulina , composta por dímero de cadeia leves (Kappa ou Lambda) de baixo peso molecular , sintetizada por plasmócitos, com uma clássica carcaterísitica de solubilidade (coagulação entre 40° C a 60° C e a solubilização a 100 °C). É produzida em grande quantidade , excedendo a capacidade de metabolismo pelo rim, com consequente perda pela urina. A produção prolongada desta proteína leva a uma lesão tubular com insuficiência renal. O percentual de pacientes que apresentam proteína de Bence Jones na urina varia para cada patologia: 70% no mieloma múltiplo, 30% na macroglobulinemia de Waldenstrom, 20% nas doenças linfoproliferativas malignas e 10% nas gamopatias monoclonais benignas. A técnica eletroforética é o método de escolha para a identificação desta proteína, visto que, tomando como exemplo mieloma múltiplo, 70% a 80% dos casos podem ser identificados com a sua utilização, contra apenas 50% dos casos com utilização do método do aquecimento.