SINÔNIMO:
Echinococcus granulosis,Hidatidose,Cisto hidático,EQNCT
ATENDIMENTO:
É obrigatória a apresentação do pedido médico, da carteira de identidade oficial do (a) cliente e a apresentação de eventuais outros documentos exigidos pelo convênio.
TIPOS DE AMOSTRA:
SORO
TUBO(S) DE COLETA:
Tubo Gel separador
POSSIBILIDADE DE URGÊNCIA: Não
REALIZAÇÃO:
Diariamente – Segunda a Sábado
VOLUME MÍNIMO:
1,0 ml
MÉTODO:
HEMAGLUTINAÇÃO
INSTRUÇÕES DE PREPARO:
Não é necessário jejum ou cuidados especiais.
INSTRUÇÕES DE COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS PARA ANÁLISE:
Tubo com gel separador:
Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame
TRANSPORTE:
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
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ESTABILIDADE:
Até 7 dias refrigerado entre 2 e 8 ºC ou congelado por até 3 meses.
INSTRUÇÕES DE REJEIÇÃO:
Amostra lipêmica
INTERPRETAÇÃO:
A equinococose humana (hidatidose ou doença hidática) é causada pelos estágios larvais de cestóides (tênias) do gênero Echinococcus. Echinococcus granulosus (sensu lato) causa a equinococose cística e é a forma mais frequentemente encontrada.
Ocorre praticamente em todo o mundo, e com mais frequência em áreas rurais de pastagem onde os cães ingerem órgãos de animais infectados. O ser humano é um hospedeiro intermediário aberrante e a infecção ocorre com a ingestão dos ovos que penetram na mucosa intestinal e se disseminam por via hematogênica. As infecções geralmente permanecem assintomáticas por anos antes que os cistos cresçam o suficiente para causar sintomas. Os sinais e sintomas variam de acordo com o local do cisto.
Como fígado e pulmão são os órgãos mais afetados, os sintomas mais comuns são dor abdominal e obstrução biliar e dor torácica, hemoptise e tosse, respectivamente.
Outros órgãos como baço, rins, coração, ossos e sistema nervoso central, incluindo o cérebro e olhos, também podem conter cistos.
A ruptura dos cistos pode produzir uma reação do hospedeiro manifestando-se como febre, urticária, eosinofilia e choque potencialmente anafilático, além de levar à disseminação do cisto.
Os testes de imunodiagnóstico podem ser muito úteis no diagnóstico da doença equinocócica, particularmente em conjunto com os exames de imagem. Reações falso-positivas podem ocorrer em pessoas com outras infecções por helmintos (ex: teníase, esquistossomose e estrongiloidíase). Os resultados negativos dos testes não excluem a equinococose porque, dependendo da localização dos cistos, alguns portadores não produzem anticorpos suficientes para serem detectáveis.