SINÔNIMO
ÁCIDO HIPÚRICO, Tolueno, A-HIP
ATENDIMENTO:
É obrigatória a apresentação do pedido médico, da carteira de identidade oficial do (a) cliente e a apresentação de eventuais outros documentos exigidos pelo convênio
TIPOS DE AMOSTRA:
URINA FINAL DA JORNADA DE TRABALHO
TUBO(S) DE COLETA:
2 tubos Cônicos (um para a dosagem do exame e outro para creatinina urinária)
POSSIBILIDADE DE URGÊNCIA: NÃO
REALIZAÇÃO:
Diariamente – Segunda a Sábado
VOLUME MÍNIMO:
3,0 mL.
MÉTODO:
CROMATOGRAFIA LÍQUIDA – HPLC
INSTRUÇÕES DE PREPARO:
Dieta: Um dia antes da coleta evitar: frutas (ameixa, pêssegos), grãos verdes de café, alimentos conservados com benzoatos, massa de tomate, mostarda, refrigerantes , alguns tipos de pães, chimarrão, e o consumo de álcool.
Medicação: Um dia antes da coleta evitar: Antidepressivos IMAO, femprobamato, dietilpropiona e cocaína podem aumentar a excreção urinária do ácido hipúrico. Paracetamol, etanol, tabagismo e exposição concomitante ao benzeno inibem a biotransformação hepática do tolueno, acarretando em concentrações urinárias baixas. A suspensão de medicamentos fica à critério médico.
INSTRUÇÕES DE COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS PARA ANÁLISE:
Coletar em frasco apropriado a urina do final do último dia da jornada de trabalho, ou após o período de exposição. Manter amostra refrigerada desde o momento da coleta.
Durante o cadastro do exame serão geradas duas etiquetas, uma para análise do AH e outra para realização da creatinina urinária. As duas amostras deverão ser encaminhadas ao laboratório para o processamento do exame.
TRANSPORTE:
Transportar refrigerado (2°C a 8°C).
ESTABILIDADE:
A amostra é estável por até 15 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.
INSTRUÇÕES DE REJEIÇÃO:
Amostras recebidas diferente das condições solicitadas
INTERPRETAÇÃO
O ácido hipúrico é utilizado como indicador de exposição dos trabalhadores ao tolueno, estando a sua concentração relacionada à exposição ocupacional, durante a jornada de trabalho do dia. O tolueno é usado como solvente para óleos, borracha natural, resinas, borracha sintética, carvão, piche, betume e acetil-celuloses, como diluente e solvente para vernizes e tintas e como matéria-prima para síntese orgânica de cloreto de benzoila, benziliceno, sacarina, cloramina T, trinitrotolueno. O tolueno possui ação tóxica principalmente no sistema nervoso central, fígado e rins. É biotransformado no organismo, originando, principalmente o ácido benzóico que conjugado com a glicina, produz o ácido hipúrico, seu principal metabólito urinário.
Em exposições agudas e crônicas. Apresenta ação irritante sobre pele e mucosas.Em exposições crônicas, pode provocar hepatotoxicidade, nefrotoxicidade e perda auditiva. Adicionalmente, tendo em vista seus efeitos tóxicos, todos os trabalhadores com risco de exposição ao tolueno devem realizar monitorização biológica por meio de exames toxicológicos para avaliar seu grau de exposição a este solvente